Uma Mansão Abandonada em Nova York Levanta Perguntas…

Nova York é uma das cidades mais populosas da América, com mais de 8,5 milhões de habitantes. Você poderia pensar que à medida que os arranha-céus são construídos e os preços dos aluguéis disparam para acomodar as centenas de milhares de pessoas que se mudam para lá a cada ano, não há espaço para segredos. Onde eles se esconderiam? As fotos desse artigo são produto de Bryan Sansivero. O link do seu Instagram é: https://www.instagram.com/st.severus/

De dentro dos túneis cavernosos do metrô (que estão constantemente em construção) até o topo do Empire State, aparentemente não há um centímetro dos cinco distritos que foram inexplorados. Então, como uma mansão abandonada permanece totalmente intacta e completamente cheia de mistério? Confira!

Fotógrafo Bryan Sansivero desvenda o mistério por trás de esta casa abandonada

Essa mansão ainda estaria desconhecida, invisível e decadente nos arredores de Manhattan, se não fosse pelo fotógrafo Bryan Sansivero, de Nova York. Ele é especialista em capturar cenas de decadência urbana, concentrando-se principalmente em prédios abandonados. Em 2008, ele trabalhou em um filme premiado sobre uma enfermaria de uma psiquiatria em Kings Park, Nova York, chamada Shadows of Kings Park.

O filme mostrou o que ele tem de melhor: fazer as pessoas prestarem atenção a coisas que foram esquecidas há muito tempo. Sansivero conseguiu ter acesso à mansão de 57 quartos e fotografou o interior.

Esta mansão de 57 quartos foi desabitada há mais de 40 anos

A mansão é uma relíquia em ruínas de uma época. Depois de ter sido construída no final da década de 1930, foi habitada pela última vez na década de 1970. Isso foi há mais de 40 anos. Ninguém sabe por que os donos originais da propriedade saíram. E por qual motivo a mansão não recebeu novos moradores? Mistério!

A mansão se expande em 57 quartos com quadra de tênis coberta e pista de boliche. Fica em uma localização privilegiada e poderia perfeitamente ser transformada em um hotel. Porém, por algum motivo ela foi totalmente esquecida.

Quem é o dono da mansão?

Esta linda mansão foi certamente grandiosa em seu auge. Quem morava lá e o que eles faziam para precisar de uma casa com 57 quartos ainda é um mistério, mas sabemos que em algum momento, ela foi bem cuidada. Embora possa parecer abandonada agora, a propriedade tem um dono real.

Segundo relatos, a mansão é de propriedade de um homem rico e sem nome que regularmente compra grandes mansões e as deixa deterioradas. O proprietário aparentemente já comprou uma série de casas luxuosas, mas nunca se preocupou com a manutenção.

Mansão ocupa seis hectares

Não é apenas o interior desta imensa mansão que é gigantesca. Embora a casa, em si, tenha 57 quartos, a mansão ocupa um total de seis hectares. Há uma pista de boliche e quadra de tênis coberta, mas se você não gosta muito de esportes, saiba que a casa supostamente tinha dois bares e uma biblioteca particular.É quase como se quem morasse lá nunca precisasse de um motivo para sair. Talvez não, exceto pela última vez.

Quem viveu na mansão saiu com pressa

Tudo indica que esta linda mansão não foi vendida do jeito normal. Há algo totalmente suspeito sobre a maneira como ela foi deixada para trás. Quem viveu originalmente na propriedade parece ter saído de forma repentina. Talvez os donos originais tenham morrido em um acidente deixando a casa para ser leiloada. Ou talvez eles estivessem fugindo da lei.

Ninguém nunca vai saber, mas a casa é preservada quase completamente intacta com armários cheios de sapatos e roupas. Os brinquedos das crianças ficaram espalhados por toda a casa. Mas por que eles deixariam os pertences?

Pelo menos uma mulher viveu nesta casa

Não há muito que possamos deduzir sobre os antigos habitantes desta casa, mas sabemos que pelo menos uma mulher morou aqui porque deixou quase toda a sua coleção de sapatos no quarto. Com base no tipo de calçado que ela usava, podemos supor que ela não praticava muita atividade física e tinha um estilo muito conservador.

A coleção mostra que ela gostava do modelo slingback, tipo de calçado que tem como característica principal o salto baixinho. Não há um tênis à vista. Então podemos deduzir que ela não usava a quadra de tênis com muita frequência. Também é provável que ela tivesse filhos.

O que aconteceu com as crianças que viviam na mansão?

Sabemos que uma mulher morava na mansão, mas ela também pode ter sido mãe. O interior está cheio de coisas que só uma criança teria como bonecas e outros brinquedos. Perto de uma grande escadaria em espiral, o fotógrafo registrou um carrinho de bebê abandonado em perfeitas condições. Isso nos leva a acreditar que havia mais de uma criança na casa. As outras crianças tinham que ter idade suficiente para brincar com bonecas, que foram deixadas no chão da sala de estar.

Uma das crianças frequentava a escola e apreciava golfe

Além de um bebê, a casa também abrigava pelo menos uma criança em idade escolar. Esta imagem mostra que o pequeno provavelmente frequentava um colégio interno, o que era comum na época. As famílias abastadas geralmente enviavam seus filhos em idade escolar para um internato.

Esta criança também provavelmente gostava de jogar golfe, porque esta foto mostra um estojo para tacos. É claro que uma casa abandonada não estaria completa sem uma pintura assustadora de uma criança. Seria um retrato do menino que morava aqui?

Algumas das crianças eram educadas em casa?

Imagens dessa casa mostram que, talvez, quando as crianças não estavam no internato, elas estudavam em casa. Este quarto apresenta três mesinhas especiais para crianças, típicas das modernas salas de aula da época.

Há até uma pequena antena de TV e um despertador. A mãe desta casa provavelmente era bem rigorosa com a educação dos filhos. Tudo indica que os pequenos tinham um horário de estudo em casa. Ou será que a professora deles era a próprio mãe?

A biblioteca ainda tem todas as prateleiras cheias de livros

A família que morava nessa casa não teve tempo para arrumar seus livros antes de ir embora, mas eles definitivamente eram leitores ávidos. Além de um espaço reservado para os estudos das crianças, o que definitivamente mostra que a família dava grande importância à educação, a mansão ainda tem uma biblioteca recheada de livros.

Ao longo dos anos, alguns dos livros perderam suas páginas, que se espalharam pelo chão, mas os painéis de madeira da sala ainda estão impecáveis.

O salão de baile foi deixado quase totalmente intacto

Embora a mansão esteja a poucos quilômetros de uma das cidades mais movimentadas do mundo, ela quase não foi tocada por invasores. Há um pouco de grafite aqui e ali, mas nenhuma parte dessa propriedade parecer ter sido desfigurada ou destruída por alguém.

Na verdade, esse salão gigante e cheio de sol está quase em perfeito estado, exceto por um minúsculo ponto de pichações, lascas de tinta e um espelho rachado. A família até deixou os tapetes azuis, os enfeites florais, as cortinas, os caros pianos e uma mala antiga cima de um sofá.Eles não tiveram tempo suficiente para fazer as malas?

A quadra de tênis agora está cheia de lixo

A quadra de tênis coberta da casa é talvez uma das peças mais impressionantes da propriedade. Todo o teto é coberto por gigantescas janelas amplas que permitem a entrada de luz natural.

Embora essa quadra de tênis gigante tenha sido provavelmente usada com frequência e bem mantida, hoje ela se tornou um lar para o lixo em vez de um local de entretenimento. Mesas velhas, ventiladores e escombros das paredes desmoronadas estão jogados lá. Há até um carro abandonado, transformando esse espaço em um ferro velho comum.

A casa é uma cápsula do tempo para o design vitoriano

Embora a década de 1930 fosse sinônimo de art déco e os anos 70 fossem conhecidos por tapetes felpudos espalhafatosos e tons castanhos, os proprietários da mansão privilegiaram o design vitoriano. Isto é evidente a partir do mobiliário desta sala em ruínas.

O design vitoriano ganhou força em meados do século XIX e foi muito explorado até o início do século XX. Na mansão, o estilo foi aplicado nas estampas arrojadas, nos papéis de parede com estampas escuras e na decoração austera. Os donos também escolheram elementos do Renascimento Gótico, como as prateleiras arqueadas e os pilares decorativos que aparecem nesta foto. O acabamento dourado desta sala também dá um toque ao design vitoriano, que é uma escolha incomum para uma família nos anos 70.

A casa foi decorada através das idades

Os antigos proprietários desta casa provavelmente viveram aqui por muito tempo. A propriedade deve ter sido habitada pela família dos anos 30 até os anos 70. Isso é evidente no design de interiores da casa. Embora muitos dos quartos façam referência ao design vitoriano, esta foto das cadeiras mostra o design de diferentes épocas.

Há cadeiras de bambu que marcam o movimento art déco dos anos 30 e 40. Há detalhes de madeira curvada e ornamentada que mostram o estilo vitoriano. Há as cores arrojadas dos anos 50 e 60 e a mostarda e tons de marrom típicos do estilo dos anos 70.

A casa não é imune ao tempo

Nesta foto impressionante, é possível notar um cavalo de balanço. O brinquedo era provavelmente usado por uma das crianças que moravam na casa. O cavalo repousa entre dois sofás vintage que estão se deteriorando porque a casa ainda está sujeita aos elementos do tempo.

Embora uma cortina ainda cubra a grande janela à direita, não é suficiente para impedir que o arrepiante inverno de Nova York se infiltre na casa. O chão está coberto com uma camada de neve, o que nos lembra que, provavelmente, a natureza vai destruir a casa pouco a pouco. Isso só não vai acontecer se alguém impedir.

Os proprietários desta casa eram bastante musicais

Nos anos 1930, quando esta propriedade foi construída, a televisão era uma coisa nova. Já na década de 1970, a maioria das famílias gostava de sentar em frente ao objeto e assistir à programação noturna. Mas ao contrário da maioria dos americanos, os donos desta casa quase não tinham uma televisão à vista.

Em vez disso, há uma abundância de equipamentos musicais. O salão de festas tem dois pianos (um é bastante padrão para uma mansão, mas dois significa que alguém da família realmente gostava de tocar). Há também o que parecem ser acordeões, um teclado menor, alto-falante e toca-discos em uma sala diferente.

Aquecendo a casa

O que mais assusta é a rapidez com que os donos parecem ter saído da mansão. Este quarto, tem duas TVs (se você olhar mais de perto, há uma tela no canto esquerdo). Mas não há sofá sofisticado e confortável por perto, o que nos leva a acreditar que os adultos realmente não gostavam muito desta programação.

As poltronas estão colocadas bem perto da lareira, o que indica que aquecimento era provavelmente um desafio no inverno, considerando o tamanho da casa.

Um piano mecânico abandonado ao lado de uma cadeira

Os pianos mecânicos (pianola) são uma visão rara em 2017, mas mesmo nos anos 70, eles eram excessivamente impopulares. Na verdade, as vendas desses instrumentos atingiram o pico em 1924 e a crise do mercado de ações de 1929 quase acabou com toda a produção. O piano mecânico é uma relíquia de um tempo em que a amplificação elétrica não existia.

Claramente, os proprietários desta casa tiveram também objetos elétricos, pois é possível encontrar aparelhos antigos de TV e toca-discos espalhados pelos cômodos. Este piano era provavelmente uma herança de família ou talvez esta casa fosse de propriedade de um indivíduo mais velho. Ou será que uma mesma família viveu lá por gerações, desde quando foi construída nos anos 1930 até os anos 70?

Por que os proprietários saíram tão subitamente?

Imagens do interior mostram uma escada de pé e folhas protegendo o chão da pintura. Talvez os proprietários tenham tentado consertar a propriedade antes de vendê-la, mas por algum motivo desistiram. Ou talvez os novos proprietários tenham comprado a mansão depois que os donos originais saíram com pressa e tentaram renová-la, mas viram que não valeria a pena.

Ou talvez alguém tenha falido bem no meio de tudo isso, pois uma mansão deste tamanho leva milhões e milhões para ser mantida. Nós provavelmente nunca saberemos a verdadeira história por trás desta mansão.

A ilha abandonada de Nova York

Em uma cidade onde os preços dos imóveis e o custo da terra são astronomicamente altos, há um lugar onde os investidores ainda não conseguem chegar – North Brother Island.

North Brother Island é uma ilha que tem uma história interessante. O local já abrigou um sanatório, um centro de reabilitação para vítimas de febre tifóide e varíola e um alojamento para veteranos.Mas hoje, esses espaços estão sendo lentamente engolidos pelas raízes da ilha misteriosa, que virou um importante habitat de pássaros.

O rio que não é um rio

O East River de Nova York é onde fica localizada a nossa ilha abandonada, mas o que você pode não saber é que o East River não é um rio. Na verdade, é um estreito de maré que corre entre Manhattan e Queens. Em vez de água doce, ele tem água salgada.

Por um longo período de tempo, foi o coração do comércio marítimo em Nova York e já foi a faixa marítima mais movimentada da cidade. É claro que este não é mais o caso e o East River está muito menos ocupado hoje.

Uma ilha abandonada e misteriosa

A North Brother Island foi abandonada em 1963, após ter sido usada como sanatório e centro de reabilitação para vítimas de febre tifoide e varíola por quase 80 anos.

Foi um lugar tão movimentado que, em certo momento havia mais de 40 construções espalhadas pela ilha – incluindo um hospital, uma igreja, um necrotério, acomodações em estilo dormitório, um farol e muito mais. Agora, como você verá a seguir, a ilha está praticamente esquecida, cheia de ferrugem, poeira e móveis antigos. Cadeiras quebradas, velhos livros empoeirados com páginas rasgadas, paredes com tinta envelhecida, banheiras manchadas, cheias de detritos, e janelas quebradas, são apenas algumas das coisas que você encontrará na ilha misteriosa.

Pavilhão de Tuberculose hoje

Aqui podemos ver uma imagem da Ala da Tuberculose que foi adicionada à ilha em 1941. É difícil imaginar que este edifício com janelas quebradas e cheio de plantas já ajudou a salvar milhares de vidas que estavam sofrendo de tuberculose na época, não é mesmo?

As vítimas dessa doença infecciosa eram colocadas em quarentena nos quartos até a completa recuperação. Embora na época isso fosse muito necessário, a estrutura logo se tornou inútil devido à introdução de programas de vacinação e tratamentos eficazes com antibióticos. Por isso, o pavilhão foi fechado apenas dois anos após a construção.

Por dentro do prédio

Hoje a parte interna do pavilhão parece uma zona de guerra depois de uma grande explosão. Considerando que o local não foi mais usado depois de 1945, a poeira acumulada, a ferrugem e a mobília antiga são bastante surpreendentes.

Embora os moradores e turistas saibam que a ilha está abandonada há anos, eles têm mantido uma distância apropriada durante suas visitas. A falta de pichações em toda a ilha é bastante notável. Apenas a natureza parece ter coragem de agir na ilha.

Um chão de terra

Outro quarto dentro desta ala do pavilhão foi tomado por plantas, ficando mais parecido com um jardim. Com tantas raízes saindo das rachaduras do chão, é estranho pensar que o cenário era totalmente diferente há mais de 40 anos.

Observe atentamente os danos intensos na superfície e no interior das paredes e do teto. Menos de 50 anos antes, esta ala era usada para melhorar e salvar as vidas de pessoas infectadas por tuberculose. E agora vemos quase um cenário de jardim, cercado pelas ruínas de uma fundação que ainda conseguiu permanecer intacta.

O quarto do raio X

Localizada no primeiro andar da ala médica, a antiga parte de raios X do pavilhão agora se tornou um santuário de azulejos. A sala de controle no lado esquerdo não revela tanto dano como seria de se esperar, mas a parede sofreu uma surra significativa.

As telhas de cerâmica que até então eram pintadas de amarelo, hoje revelam blocos de chumbo quadrado que revestem a superfície agora exposta das paredes demolidas. Mais uma vez, os danos causados pela água aparecem quando olhamos para as paredes e tetos da sala, embora sejamos surpreendidos por esta sala ter permanecido intacta ao longo dos anos.

Um auditório abandonado

Uma das salas mais importantes deixadas na ilha, hoje em ruínas, é o auditório localizado no North Brother “School” que era originalmente o edifício de serviços da ilha. O ambiente que funcionou para benefício das crianças e dos professores tem hoje parte de seus móveis destruídos e desmoronados.

Mais provavelmente usado para reunir as centenas de crianças doentes que habitavam a ilha, a instituição já foi vital para o sistema implementado no pedaço de terra abandonado. Se essas paredes corroídas pudessem falar, o que será que elas revelariam sobre essa antiga câmara de “serviços”?

Livros para todos os cantos

Cobrindo a maioria dos andares, livros maltratados e abandonados estão com palavras perdidas e sem sentido que antes significavam tudo para os moradores e funcionários da ilha. Aqui vemos o que sobrou da ala das crianças, que mais tarde foi transformada em biblioteca, depois que o pavilhão da tuberculose foi transformado em um centro de tratamento de drogas.

Como mencionado anteriormente, quando as vítimas da tuberculose estavam sendo atendidas, elas eram mantidas sob constante supervisão até que a doença fosse totalmente tratada. Isso por conta do alto risco de contagio da doença.

As crianças devem ter se sentido bastante inquietas durante o tratamento e, provavelmente, usavam livros como principal fonte de entretenimento. Com essa lógica, faz todo o sentido ter transformado essa seção da ilha em uma biblioteca.

A capela foi engolida pela floresta

É difícil perceber que isso costumava ser a segunda capela da ilha. Agora no cenário temos uma parede em pé, pedaços do chão e uma árvore coberta de musgo. Feita de madeira, a estrutura praticamente desapareceu na floresta que cresce agressivamente e engole lentamente toda a ilha.

Uma comunidade construída sob essas condições estressantes e com risco de vida certamente precisava de uma fonte de fé e oração. E lá era possível encontrar duas capelas. Embora pareça que nunca foi valorizado, o local recebia uma atenção especial na época por conta da sua importância para o bem estar dos pacientes. Agora que vimos o que o North Brother se tornou hoje, vamos dar uma olhada em sua interessante história.

A origem

Enquanto a North Brother Island estava em uso, as vítimas da varíola só ficavam lá durante o período contagioso. Depois de recuperados, eles deixavam a ilha e voltavam para casa.

Um programa de vacinação baseado no trabalho de Edward Jenner, que descobrira que a infecção com uma versão fraca da doença, a varíola bovina, fornecia uma barreira eficaz que prevenia as pessoas de pegarem a varíola humana, se espalhou pelo mundo e eliminado essa doença. As vítimas de varíola poderiam ser retiradas da cidade e colocadas no sanatório da ilha, onde seriam cuidadas por uma equipe médica que já havia sofrido e se recuperado da doença.

Febre tifóide e a ilha

A febre tifóide, ao contrário da varíola, é uma doença peculiar que gera uma quantidade muito menor de vítimas; embora mate 10% das vítimas ou mais, se não tratada. É causada por uma cepa específica da bactéria salmonela chamada Salmonella typhi.

A maioria das pessoas infectadas com salmonella typhi fica doente pouco tempo depois. Eles desenvolvem uma febre (febre tifoide da qual a doença leva seu nome) e, em seguida, uma erupção cutânea seguida por uma ampla gama de complicações bastante desagradáveis. Supondo que a pessoa atravesse três semanas de infecção, é provável que a doença seja eliminada pelo sistema imunológico do corpo e a vítima não tenha mais problemas. No entanto, existem algumas pessoas raras que não adoecem de salmonella typhi.

A residente mais famosa da Ilha

Mary Mallon foi a primeira pessoa identificada nos Estados Unidos como portadora assintomática da febre tifóide. O que isto significa é que Mary nunca teve sintomas da doença, mas foi capaz de infectar outras pessoas.

Ela se tornou conhecida como “Typhoid Mary” por conta do grande número de pessoas que ela infectou em Nova York enquanto trabalhava como cozinheira. Ela se recusava a acreditar que era responsável pelos surtos e acabou sendo colocada em quarentena na North Brother Island por mais de 20 anos.

Mary Mallon morre na ilha

Ao trabalhar como cozinheira, a imigrante irlandesa Mary Mallon acabou passando febre tifóide para cerca de 49 pessoas entre os anos de 1906 e 1915, das quais seis morreram.

Capturada por autoridades, ela acabou sendo condenada à viver na North Brother Island, onde morreu depois de mais de 20 anos de isolamento. Em 1932, Mary teve um derrame que a deixou completamente paralisada.Ela morreu em 1938 de pneumonia. Após sua morte, uma autópsia descobriu bactérias tifoides ainda vivendo em sua vesícula biliar.

Tuberculose – outro problema sério

A tuberculose, outra doença grave tratada na ilha, é uma infecção bacteriana que causa a destruição do tecido pulmonar. Ela é transmitida de pessoa para pessoa por meios aéreos.

A vacina é altamente eficaz. No entanto, novamente devido aos custos dos programas de vacinação – muitas pessoas ainda não são imunizadas contra a tuberculose até hoje. Pessoas que fumam ou que têm o HIV estão particularmente em risco de se infectar com tuberculose. A doença pode ser tratada através do uso de antibióticos, mas há um número crescente de tuberculose resistente a antibióticos e, em 2014, quase 10 milhões de pessoas contraíram tuberculose e quase 1,5 milhões de pessoas morreram.

Não apenas um sanatório

Nos últimos anos de sua existência, no entanto, a North Brother Island tornou-se mais do que uma instalação de tratamento; tornou-se um lar para servir as pessoas e suas famílias como este quarto no sótão que ainda permanece intacto.

A Segunda Guerra Mundial abalara muitas pessoas e os veteranos de guerra frequentemente se viam em dificuldades. Como as doenças para as quais a North Brother Island foi construída para se defender entraram em declínio na América, a ilha foi usada para ajudar aqueles que precisavam de moradia. Era para ser um lugar atraente repleto de estradas, gramados e prédios, onde as famílias lotariam as ruas, aproveitando as instalações de sua nova casa em Nova York.

O fim de uma era

A North Brother Island começou a cair em desuso nos anos 50. Os moradores acharam que era impraticável morar na ilha e trabalhar em Nova York, o que exigia um serviço de balsa irregular para levá-los de um lado para o outro.

A cidade, por outro lado, estava mais preocupada com os custos de manutenção da North Brother Island. Havia abundância de imóveis baratos no continente naquela época e a cidade estava subsidiando o serviço de balsas. Foi decidido transferir as famílias remanescentes e os pacientes de reabilitação de heroína de volta para Nova York e abandonar a ilha à natureza.

A ilha hoje

A ilha foi esquecida por um bom tempo. Nos anos 70, tornou-se um ponto de navegação popular onde que resultou em leves vandalizações aos 26 prédios da ilha.

No entanto, nos últimos 11 anos, a ilha, juntamente com 17 outras ilhas localizadas ao redor do estado de Nova York, tem sido usada pelo “New York City Audubon” como um ambiente de criação de aves meteorológicas.

O santuário de pássaros

Agora um habitat de aninhamento de Black-Crown Night Herons (aves Savacu em português) e outras espécies da sua natureza, North Brother é um local para a reprodução de aves assim como a South Brother island, que também é muito sensível ao público.

Vendo que os edifícios foram significativamente tomados pela própria natureza, a atmosfera física da ilha é perfeita demais para não ser utilizada como um sanatório para pássaros. Porém, nos últimos anos, infelizmente, foi registrado o declínio na reprodução dessas aves no local.

O desastre geral de Slocum

A tragédia da North Brother Island não se limitou às mortes causadas por doenças. Foi também o cenário de um horrível acidente que causou a morte de mais de mil pessoas.

Em 15 de junho de 1904, o navio PS Slocum foi fretado pela Igreja Evangélica Luterana de São Marcos por 350 dólares. Era para ser um dia repleto de diversão fora da cidade para os passageiros. O navio transportava principalmente mulheres e crianças da comunidade germano-americana do Lower East Side. O navio deveria viajar de Nova York para o North Shore de Long Island, mas nunca chegou lá.